Capivaras no Campestre

 

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Manejo Consciente e Medidas Adotadas

Desde o surgimento de uma capivara na nossa lagoa, a diretoria adotou postura cuidadosa e de extrema responsabilidade, com total transparência e respeito à legislação ambiental. A capivara é um animal silvestre amparado pela lei de proteção ambiental nº 9605/1998, e qualquer ação de manejo (captura, castração, transporte ou soltura) sem autorização prévia dos órgãos ambientais competentes configura crime, com penalidades aplicáveis às pessoas jurídicas e físicas, infratoras do dispositivo legal.

Visando a informação do nosso quadro social e o melhor entendimento sobre a complexidade desse processo, apresentamos um resumo das ações adotadas até o presente momento:

Ações Adotadas

  • Registro do surgimento da capivara na lagoa, sendo adotadas medidas de afugentamento sonoro, estimulando a saída espontânea do animal.
  • Contato com o Corpo de Bombeiros – CBMMG, que nos informou que as operações da corporação nesses casos, se restringe a resgates de animais silvestres em situações específicas, não se aplicando ao caso específico.
  • Inspeção técnica visual conduzida pela empresa Ambiente Orkin, responsável pelos serviços de controle ambiental e dedetização, que emitiu orientação pela não realização de dedetizações, visando preservar o equilíbrio do ecossistema e a segurança biológica da lagoa, especialmente diante da ausência de registro de carrapatos na área.
  • Promoção de campanha educativa junto aos sócios, incluindo votação para escolha do nome da capivara, além da divulgação de orientações de convivência segura, reforçando a proibição de alimentar, tocar ou interagir com o animal.
  • Visita técnica da equipe de Zoonoses do município de Nova Lima, que após inspeção, não identificou riscos à saúde dos frequentadores nem do animal, formalizando documento com orientações preventivas e protocolos de convivência segura.
  • Busca de orientações oficiais junto ao IEF – Instituto Estadual de Florestas, por meio do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, e contato com analista do IBAMA responsável pelo manejo de fauna silvestre, visando compreender os trâmites regulatórios aplicáveis ao caso.
  • Contato com a empresa Zoovet, especializada em manejos de animais silvestres, para avaliação preliminar de propostas técnicas voltadas ao manejo da fauna e apresentação de proposta comercial para avaliação.
  • Consulta e solicitação de proposta técnica junto a segunda empresa especializada, visando análise comparativa de alternativas de manejo.
  • Acionamento emergencial de empresa especializada em resgates de animais silvestres após a identificação de um segundo animal com grave ferimento na perna.
  • Início das tratativas com a BIOH Consultoria, representada pelo biólogo Henrique Marques, especialista em mastofauna.
  • Aprovação formal da proposta técnica conjunta entre a BIOH Consultoria e a SIRIARC Medicina Veterinária, representada pela médica veterinária Gisele Andraus, especialista em animais silvestres.
  • Registro recente do nascimento de quatro filhotes, fato que demandou revisão imediata dos estudos técnicos em andamento, além do reforço das medidas preventivas e das orientações de segurança do quadro social.
  • Realizada visita técnica da equipe do Campestre, coordenada pelo gerente de Meio Ambiente Ricardo Gonçalves, ao Condomínio Retiro do Chalé, visando alinhar o entendimento sobre o manejo de capivaras, uma vez que aquele condomínio obteve autorização do órgão ambiental para o controle populacional da espécie.
  • Inspeções dos fiscais da zoonoses no local de vivência dos animais, realizadas em setembro/2025 e maio/2026, com foco para a existência de carrapatos no local.
  • Protocolo junto ao IBAMA: Veja aqui o protocolo Nº 27785296 e o documento de Plano de Manejo Sanitário, encaminhado ao IBAMA junto com a proposta de duas áreas para a realocação das capivaras: a barragem de Cambimbé, localizada em Nova Lima e pertencente à AngloGold Ashanti, e o Bioparque Serra Negra, em São Paulo. (Processo nº 02015.002309/2026-48)

Alerta Importante de Segurança e Preservação da Fauna Silvestre

Após o nascimento de quatro filhotes, o animal adulto pode apresentar comportamento significativamente mais protetivo e territorial. Reforçamos que, em qualquer hipótese, ninguém deve se aproximar das capivaras, especialmente dos filhotes, nem tentar alimentá-las, tocá-las ou interagir com os animais.

Pedimos que mantenham distância segura, principalmente as crianças, visando prevenir acidentes e garantir a segurança dos sócios, assim como a preservação e o bem-estar da fauna silvestre.

Fase Atual e Próximos Passos

As empresas contratadas – BIOH Consultoria e SIRIARC Medicina Veterinária, já iniciaram os trabalhos técnicos de campo, e estão realizando as etapas de caracterização e avaliação da área habitada pelas capivaras, em atendimento às normativas ambientais aplicáveis ao manejo de fauna silvestre.

Paralelamente, nosso gestor ambiental reuniu informações e referências que contribuíram para elaboração do relatório técnico encaminhado ao IBAMA, visando a autorização de medidas legalmente cabíveis para o caso específico.

Reforçamos que nem a diretoria do Campestre, nem os sócios possuem autorização legal para promover qualquer intervenção fora dos procedimentos e critérios estabelecidos pela legislação ambiental vigente.

Oportunamente divulgaremos outras informações sobre o andamento desse processo, para o qual contamos com a colaboração e compreensão de todos.

A Diretoria – julho/2026